Eu não sabia nada de pesquisa quando entrei na faculdade. Seguia as aulas, estudava para as provas e achava que ciência era algo distante, feito por outras pessoas.
Foi nos primeiros semestres que comecei a estudar pesquisa por conta própria, pelos livros. Tudo parecia confuso: os métodos, a estatística, o caminho de uma pergunta até um artigo publicado. Eu lia, mas nem sempre sabia se estava entendendo do jeito certo.
Aí entrei em grupos de pesquisa, e eles me abriram portas. Também me tomaram muito tempo. Passava as semanas em projetos que não eram exatamente meus, aprendendo muito, mas sem autonomia para decidir o que queria pesquisar.
Foi nesse vai e vem que comecei a perceber o problema. Eu tinha vontade de aprender, mas estava sempre atrás de alguém. Isso me incomodava, e foi o que me fez parar para pensar no que eu queria construir.
Nos anos seguintes, participei da Liga Acadêmica de Neurocirurgia da Bahia, em 2023 e 2024, e estagiei no Hospital do Subúrbio, em 2024. Foi ali que as peças começaram a se encaixar. Entendi o método, aprendi a escrever, a submeter e a responder a revisores.
Ao publicar os primeiros artigos e apresentar trabalhos em congressos, percebi que muitos colegas passavam pela mesma confusão que eu passei. Decidi então transformar essa experiência em ajuda concreta.
Hoje, o meu objetivo é que outros pesquisadores cheguem à publicação com autonomia. Não quero que ninguém dependa de mim para sempre: quero que, no fim, você saiba fazer pesquisa com as próprias mãos.